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Em termos gerais, a preparação de qualquer planta para ser utilizada é muito simples. Em primeiro lugar, devemos conhecer a parte da planta que iremos utilizar: flores, frutos, sementes, folhas, talo, raiz ou a planta inteira.

Em grande parte a forma de preparo dependerá desta informação, pois as partes mais frágeis, que são as flores e folhas, deveremos recorrer à infusão, enquanto as mais duras e resistentes, como raízes, sementes e frutos empregaremos a decocção, que nada mais é do que seu cozimento. Claro que estas são regras gerais, pois sempre dependerá das características especificas de cada planta, assim como o uso que pretendemos fazer da mesma.

Infusão: colocar a quantidade desejada da planta em um recipiente sem água, colocar a água para aquecer levando-a a ponto de ebulição e quando começar a ferver, desligar (afim de que não se concentrem partículas, sobretudo de cálcio). Despejar a água no recipiente que contem a planta, abafar por 5 a 10 minutos para que se extraiam os princípios ativos e adquira um temperatura agradável para ser tomada. Em seguida, coar e consumir em seguida.

* Para aquecer a água, utilizaremos um recipiente metálico, mas esmaltado ou em porcelana, de maneira que a água não entre em contato direto com o metal. Descartaremos sempre o alumínio e poderemos usar recipientes de aço inoxidável ou vidro resistente ao fogo. Uma vez aquecida a água, realizaremos a infusão em xícara de vidro ou porcelana, nunca em plástico ou metal. 

Decocção: Começar pela pesagem da planta ou eleição da proporção desejada, colocando-a em um recipiente com água fria que irá ao fogo médio, deixando-a ferver de 3 a 5 minutos antes de ser coada, salvo em indicações especiais. Deixá-la em repouso por 10 a 15 minutos antes de utilizá-la.

Maceração fria: Há ocasiões em que o calor pode alterar ou fazer com que se percam alguns dos princípios ativos da planta, mas estes podem dissolver-se em água se permanecem tempo suficiente em contato com ela. Para flores e folhas procedemos deixando em um recipiente com quantidades de planta e água adequadas por 12 horas. Se tratar-se de talos e raízes, serão convenientes 24 horas. Em ambos os casos devemos procurar que o recipiente esteja bem tapado e em abrigo da luz. Sempre se utilizará em temperatura ambiente.

Maceração quente: Se procederá igualmente no caso da maceração fria, mas mantendo a água quente sem chegar a ferver, para isso precisaremos de um aquecedor com termostato. Com algumas raízes e talos é recomendável que se deixe a planta em maceração fria antes de sua decocção ou prolongar o tempo de repouso da mesma.

Compressas: Preparar inicialmente a infusão ou devoção segundo as indicações especificas da planta que se pretende utiliza. Uma vez preparada e estando bem quente, encharcar um tecido de algodão ou linho, sem coá-la, aplicando o mais quente possível na área desejada. Se a aplicação se deve fazer fria, recomenda-se deixar esfriar o tecido encharcado.

Cataplasma: Socam-se as plantas, formando uma papa que se coloca sobre o local dolorido. Permaneça por 10 minutos após secar e enxague com abundância. Para aplicação sobre feridas, úlceras e abcessos pode-se utilizar a planta coada colocando-a no interior do tecido dobrado e aplicar no local sem que façam contato direto com a ferida. 

Banhos: Prepare a infusão ou devoção das plantas a serem utilizadas em uma proporção mais concentrada do que para uso interno e adicione aos poucos à agua de seu banho completo ou parcial (escalda-pés, banhos de assento, etc).

Lavagens: Os chás podem ser usados também para lavagens intestinais e vaginais, quando indicado pelo profissional de saúde. 

Gargarejos: Pode-se colocar sal de cozinha ou mel depois coar o chá. O sal e o mel são antissépticos e aumentam o poder anti-inflamatório dos chás. Faz-se gargarejo várias vezes ao dia.

Inalações: Ferva o chá e coloque-o num recipiente, aspire o vapor protegendo a cabeça, duas ou três vezes ao dia.

Planta fresca: Para aqueles que tem o privilegio de dispor da planta fresca, é aconselhável lavá-la minuciosamente e assegurar-se que sua procedência seja a mais segura possível, livre de contaminação. Os sucos devemos preparar em liqüidificador, por maceração e prensado, mas sempre se tomam dissolvidos em água e separados das refeições. Ingerir sempre recém preparado.

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