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Obstare, do latim “estar ao lado”, é raiz do termo obstetrícia. Obstetra é o médico que estuda a reprodução e nascimento e acompanha a mulher durante a gestação, parto e pós-parto, além de realizar o pré-natal clínico. No Brasil, 94% dos partos são assistidos por médicos obstetras, diferentemente de países como a Inglaterra, Holanda, França, Nova Zelândia, entre outros, cuja assistência centra-se na figura da midwife (parteira), enquanto ao médico é delegado o acompanhamentos das gestações / partos de risco ou casos de intercorrências.

O obstetra é habilitado para realizar parto hospitalar, em clínicas, casas de parto e também em domicílio, embora sejam desaconselhados pela classe médica e repreendidos pelos conselhos de medicina. Podem atender em hospitais públicos ou privados; ser plantonistas, conveniados ou prestar serviços particulares. Podem ou não assistir partos normais, porém cesarianas, procedimentos cirúrgicos e técnicas de indução só podem ser realizadas por eles. A formação do médico obstetra inclui a faculdade de medicina, especialização e residência na área de ginecologia e obstetrícia.

No Brasil existem dois paradigmas em obstetrícia. Obstetras convencionais em geral têm uma visão do parto como um evento médico e baseiam-se em protocolos e procedimentos muitas vezes obsoletos como restrição da ingestão de líquidos e alimentos pela parturiente, limitação da posição para o nascimento (posição de litotomia), realização da episiotomia de rotina, entre outras intervenções. Neste modelo é possível optar por uma cesariana (chamada de eletiva), mesmo quando não há indicação clinica. O protagonista do evento é o próprio médico e sua equipe.

O modelo proposto pela Humanização do Parto, embora não seja extensivamente ensinado nas universidades, devolve o protagonismo da gestação e do parto para a mulher, quem assume co-responsabilidade nas decisões acerca do nascimento. Fundamentam sua prática na Medicina Baseada em Evidências, ou seja, fazem uso consciencioso das melhores evidências científicas correntemente disponíveis, somadas à sua experiencia clínica individual e às expectativas e desejos da paciente. Ao prestarem assistência ao parto, esses obstetras respeitam o tempo da mulher e do bebê, observando com atenção a evolução do parto e estando preparados caso haja a necessidade de intervenção, mas também preparados para não fazerem nada além de observar quando não há riscos.

Para assegurar que a assistência médica a sua gestação e parto esteja de acordo com suas expectativas, busque, desde o início da gravidez, um profissional que siga ideais parecidos com os seus, para evitar experiências desagradáveis. Pesquise as taxas de cesariana do seu médico, discuta as vantagens e desvantagens de cada tipo de parto. Se optar pelo parto humanizado, participe de grupos de apoio, peça indicações de profissionais à doulas atuantes em sua região ou fique atenta ao nosso artigo de amanhã com indicações de alguns obstetras humanizados nas cidades de São Paulo e Campinas!

Foto: Dra Andrea S Q Campos, fotografada por Marcelo Min

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