Relato de parto normal – a jato ;)
17 de março de 2017
Relato de parto natural – segundo filho, em casa
24 de março de 2017

Cosleeping é o termo em inglês que se refere à prática em que bebê e pais dormem juntos. É o método mais antigo e bem sucedido de sono familiar da história da humanidade, sendo o padrão em diversas partes do mundo, onde os bebês são vistos como extensões naturais de suas mães durante os primeiros anos de vida, passando tanto as horas de vigília quanto as de sono ao seu lado.

Na cultura ocidental o sono infantil é, na maioria dos casos, uma pratica solitária e há uma forte pressão social para que o bebê durma sozinho, a noite toda, desde muito cedo. No entanto, evidências médicas e antropológicas sugerem que esta separação precoce talvez seja mais prejudicial do que benéfica.

Estudiosos recomendam que o ambiente de sono seja compartilhado, pelo menos, durante os seis primeiros meses de vida do bebê. O recém-nascido que dorme próximo à mãe tem uma fisiologia mais estável, incluindo maior facilidade de regulação da respiração e da frequência cardíaca e no mantenimento da temperatura corporal do que bebês em comparação aos que dormem sozinhos.

A relação de vínculo e segurança emocional também é favorecida por este método. O Cosleeping contribui, sobretudo, para a amamentação por períodos mais longos, o que, por si só, promove a proteção contra uma série de agravos à saúde do bebê.

Dormir com o bebê próximo favorece o sono e descanso materno, a redução de medos, cumprindo o instinto maternal de proteção. As vantagens do sono em local compartilhado não se limitam apenas à mãe e a criança; os pais também relatam desfrutar de mais tempo de vínculo com o bebê como resultado direto de compartilhar o espaço de dormir.

As contraversões em torno desta prática, cada vez mais comum também entre famílias ocidentais, estão, muitas vezes, relacionadas à confusão entre dormir junto (cosleeping) e compartilhar a cama (bed sharing).

O compartilhamento da cama é a prática em que bebês ou crianças pequenas dormem na mesma cama que um ou ambos os pais. Embora seja uma modalidade de cosleeping, deve haver maiores precauções, principalmente no que se refere a medidas de segurança.

Quem deverá tomar a decisão sobre o que é válido para si e seu bebê é a mãe ou os pais. Entretanto, ao optar por compartilhar a mesma cama, deverá levar em consideração uma série de medidas extras de segurança como: dormir sempre sobre uma superfície firme e plana, não deixar o bebê entre os pais, certificar-se que o bebê não cairá ou rolará para fora da cama, sempre usar cobertores leves que não cobram o rosto do bebê e nunca deixar o bebê sozinho na cama são algumas das recomendações.

Em algumas situações, entretando, não se deve dormir com o bebê. Dentre estas situações destacamos os casos de pais fumantes, sob a influência de drogas ou álcool ou muito cansados. Também desaconselha-se dormir com o bebê em sofás ou poltronas.

O Cosleeping é recomendado desde o nascimento pela La Leche League International, (LLLI, 1997), bem como pela American Academy of Pediatrics e muitos profissionais consultores de lactação e pediatras.

Apesar de contar com diversas opiniões desfavoráveis, inclusive de mães que passaram pela experiência, o cosleeping vem ganhando espaço e cada vez mais adeptos, que buscam uma forma mais natural de cuidar de seus filhos.

4 Comentários

  1. Lara disse:

    Por aqui a Maya dormiu no nosso quarto, em um bercinho portátil ao lado da nossa cama. desde o primeiro dia em casa. Realmente facilitou bastante tê-la bem pertinho para nos sentirmos mais seguros de que ela estava bem e também para que ela se sentisse mais segura. Depois de um mês de vida ela passou a dormir a noite toda, super bem. Quando completou quatro meses, decidimos colocá-la no berço, no quarto dela, como experiência. Se chorasse, desistiríamos. Por incrível que pareça, desde a primeira tentativa dormiu super bem no berço dela e está dormindo lá há duas semanas. Percebemos até um avanço no desenvolvimento dela agora que tem mais espaço para se movimentar. Acho que longe de nós continua se sentindo segura e dorme ainda melhor, pois o quarto fica mais silencioso. Para nós tudo funcionou muito bem! Acho que se tivéssemos um bebê que demandasse mais ainda estaria no quarto conosco.

  2. Nivea disse:

    Em casa começamos com ela no bercinho do lado da cama, com uns 7 meses passamos para o berço no quarto dela, durou pouco tempo pois como acordava e ainda acorda muito a noite voltei com ela para nossa cama ficou assim ate um mes atras mais ou menos, desmontamos o berço e colocamos o colchao no chão do quarto dela, dormiu bem mas ainda acordando umas 2x na noite chamando a mamãe, agora com esses dias mais friozinhos ficamos com dó e voltamos ela pra nossa cama…rs….e assim seguimos

Deixe uma resposta

https://www.netkart.org Στοίχημα paykasa