Zika vírus: quais os cuidados necessários durante a gravidez?

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Durante os últimos meses, tivemos diversas notícias sobre o aumento dos casos do Zika vírus, principalmente no Norte e Nordeste do país. O transmissor da doença é um velho conhecido: o mosquito Aedes Aegypti, também relacionado com a dengue. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), o Zika vírus parece estar relacionado aos casos crescentes de microcefalia, o que tem deixando milhares de famílias preocupadas em relação à saúde da gestante e do bebê, embora esta relação ainda não esteja totalmente estabelecida, há muitos indícios que corroboram com esta hipótese. Ainda muito desconhecida no mundo todo, não se conhecem ainda todos os possíveis efeitos desta infecção.

Os principais sintomas da doença são manchas pelo corpo e coceira intensa, febre, dor de cabeça, dor nas articulações e conjuntivite, muito parecidos com os que encontramos em casos de Dengue e Chikungunya. Os sintomas da doença podem se manifestar em um período de 3 a 12 dias, período chamado de fase de incubação. Entretanto, a maioria dos casos parece ser assintomática ou seus sintomas confundidos com uma pequeno mal estar. Ao notar qualquer sintoma incomum, o mais indicado é consultar o médico para que seja feito acompanhamento adequado.

De qualquer maneira, na incerteza que toda esta situação trás, listamos alguns cuidados que podem ser tomados para evitar a proliferação do seu vetor e contaminação:

– Evite o acúmulo de água, criadouro do mosquito que contribuem para a sua proliferação
– Antes de viajar, pesquise sobre os índices de Dengue e Zika vírus na região e evite áreas endêmicas
– Use redes de proteção nas portas e janelas, assim roupas compridas quando possível para evitar o contato com o mosquito
– Use repelentes de insetos, reaplicando-os de tempos em tempos, sem exageros.

Há diferentes tipos de repelentes, que devem ser usados em regiões com ocorrências de casos de Zika vírus e como forma de prevenção do contágio.

Os repelentes mais naturais geralmente tem menor eficácia em relação aos industrializados, porque utilizam óleos essenciais que são extremamente voláteis (evaporam) e, por isso, a atenção precisa ser redobrada, pois podem perder a sua eficácia rapidamente. Entretanto, merecem ser considerados por serem uma opção menos agressiva e tóxica.

Compartilhamos com vocês uma solução simples de repelente que você pode fazer em casa. Junte os ingredientes abaixo em um vidro de spay:

– 30ml de óleo vegetal carreador (o óleo de abacate é um dos mais densos e permite uma absorção mais profunda)
– 4 gotas de óleo essencial de Citronela
– 4 gotas de óleo essencial de Lemongrass
– 2 gotas de óleo essencial de Lavanda
– 2 gotas de óleo essencial de Gerânio

Informações de segurança: Exclusivo para uso externo. Pode causar irritação, portanto recomenda-se um teste prévio de sensibilidade em pequena área. Em caso de irritação, suspenda o uso. Evite o contato com olhos e boca e mantenha longe do alcance de crianças. Não usar em crianças com menos de 6 meses.

Outros repelentes, disponíveis no mercado, possuem princípios ativos distintos e conhecer as diferenças entre as fórmulas é importante para o melhor uso e eficácia.

A Icaridina tem a maior duração, de até 10 horas, e protege contra o mosquito. Encontramos uma marca que contêm a substancia: Exposis.

O DEET necessita de reaplicação a cada 6 horas, mas é mais fácil de ser encontrado no varejo e também protege contra o mosquito. Algumas marcas disponíveis são: OFF, Autan e Repelex.

E por fim temos o IR3535 que tem uma duração mais modesta, de apenas 2 horas de proteção. A utilização, principalmente antes de dormir, não é recomendada devido ao alto número de reaplicações necessárias.

Neste cenário de incertezas é importante estar atenta aos comunicados oficiais e focar na eliminação dos focos do mosquito em sua casa e comunidade. É igualmente importante que você tenha equilíbrio emocional, não se desespere, nem alimente paranóias e medos excessivos, emanando pensamentos de proteção para você e seu bebê!

De qualquer maneira, antes de seguir qualquer conselho ou prática contidos neste blog, recomendamos que consulte seu médico. A autora não se responsabiliza por quaisquer tipos de danos ocorridos por seguimento de sugestões, indicações, preparações ou procedimentos descritos neste blog sem o acompanhamento adequado.

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